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Onda de furtos na zona leste de SP deixa carros sem as quatro rodas


14/07/2017

 

A funcionária pública Tânia Stocco, 53, classifica como "indescritível" a sensação de abrir a porta de casa pela manhã e encontrar seu carro literalmente no chão –sem as quatro rodas, levadas por criminosos de madrugada. "Quem imagina que uma coisa dessas pode acontecer?"

 

Um levantamento inédito da inteligência da Polícia Civil e obtido pela Folha revela que esse tipo de crime se tornou corriqueiro na zona leste de São Paulo: foram 168 casos semelhantes (furto de rodas) entre março e maio deste ano só nessa região da cidade, quase dois por dia.

 

Nesses números não estão inclusos os furtos de estepe, crime ainda mais comum, e há também subnotificação. Os relatos dessa modalidade de crime –geralmente são furtadas duas ou quatro rodas dos carros estacionados– atingem ainda outras regiões, mas na zona leste policiais investigam a ação de quadrilhas especializadas desde 2016.

 

Os proprietários dos carros estacionados costumam encontrá-los suspensos por macacos e pedaços de madeira ou apoiados no chão. Algumas vítimas deixam de registrar queixas devido à baixa expectativa de solução.

 

"Levei um chá de cadeira quase um dia inteiro", diz Tânia. "Mas fiz questão de fazer [boletim de ocorrência]. Sei que não vão recuperar, mas, se ninguém faz, dá a impressão de que não está acontecendo. E está acontecendo."

 

A aposentada Ana Maria Marchini, 58, teve duas rodas de seu Toyota Corolla furtadas no Tatuapé (zona leste). Ela deixou seu carro estacionado perto de uma casa de oração e, quando voltou, faltavam as duas rodas. "Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas, comigo, caiu. As minhas rodas foram roubadas em outubro, e as do carro do meu filho, em dezembro", disse.

 

O filho, Bruno, estima prejuízo próximo de R$ 10 mil devido ao furto das rodas e pneus de seu Honda Civic, mas, como a mãe, não registrou boletim de ocorrência. "Eu estava num confraternização em um bar quando uma pessoa passou dizendo: 'roubaram as rodas do Civic'. Desci a rua e vi ele suspenso por um macaco", afirmou.

 

"Também levaram as rodas do carro da minha namorada, a cem metros de onde roubaram as minhas", disse.

 

Todos esses casos acima ocorreram durante a noite, quando, segundo policiais ouvidos, se concentra a maioria dos furtos de roda. O empresário Wilson de Oliveira, 44, porém, teve duas rodas de sua Chevrolet Blazer furtadas em março na Penha (zona leste) às 15h. "Quando cheguei, estava sobre um cavalete. Não sei como meu carro não caiu."

 

O gerente de vendas Alanderson Pereira Meneses, 38, teve duas rodas de seu Ford Focus levadas há um ano na Barra Funda (zona oeste).

 

Teve de pagar a franquia de quase R$ 3.000, já que as duas rodas e os pneus custariam cerca do triplo disso. "É uma sensação horrível. De impotência, de raiva", afirma.

 

Policiais dizem que esse tipo de crime atrai criminosos diante do valor relativamente elevado dos produtos automotivos furtados e do baixo risco de prisão (e pena de no máximo quatro anos).

 

Segundo a Secretaria da Segurança Pública da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), entre março e maio deste ano houve a prisão em flagrante de seis pessoas suspeitas de furto de rodas e estepes.

 

"A polícia tenta verificar se os detidos foram responsáveis por outras ocorrências nas áreas citadas", diz nota, que cita operações em oficinas e estacionamentos suspeitos de serem desmanches. A pasta menciona diminuição de 12% especificamente em roubos de veículos em maio na capital paulista

 

Fonte: Folha de SP

 





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