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Roberto Carlos: uma vida de rei tocada pela tragédia


19/04/2016

Ele canta o amor, o romantismo, a emoção, mas o sofrimento também é um companheiro constante do rei Roberto Carlos. Completando 75 anos nesta terça-feira (19), o cantor coleciona momentos felizes e é um dos artistas mais amados do País, mas também aprendeu a lidar constantemente com as tragédias do destino.

 

Roberto Carlos nasceu com uma estrela, mas de braços dados com a fatalidade. Nascido em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, filho de um relojoeiro e uma costureira, aos 6 anos de idade foi vítima de um acidente numa linha de trem que lhe arrancou parte da perna direita. Roberto Carlos passou das muletas para a perna mecânica e, apaixonado pela música, na adolescência se mudou para o Rio de Janeiro, com o sonho de virar artista. Optou por nunca falar sobre o acidente. O resto todo mundo sabe.

 

Se tornou o maior cantor brasileiro de todos os tempos e tem uma trajetória marcada pelo sucesso e por muitas conquistas, mas também, inescrutavelmente, pela tragédia.

 

Em 1968, já um ídolo nacional, Roberto se casou pela primeira vez, com Cleonice Rossi, a Nice, com quem teve dois filhos, Roberto Carlos II, o Segundinho, nascido em 1969, e Luciana, em 1971. Ao se casar com o rei, Nice já era mãe da pequena Ana Paula, que na ocasião tinha três anos. Roberto assumiu a paternidade de Ana e a criou como sua filha.

 

Nice ficou grávida logo depois do casamento. Quando Segundinho, ou Dudu, nasceu, ainda na maternidade os pais descobriram que o filho sofria de glaucoma congênito. Buscaram toda a ajuda que a ciência podia oferecer para que ele não ficasse cego, mas, ao completar 24 anos, Dudu tinha apenas 5% de visão no olho esquerdo. Roberto e Nice se separaram em 1979, mesmo ano em que Roberto conheceu a atriz Myriam Rios, com quem se casou e ficou por mais 11 anos.

 

Recém-separado de Myriam Rios, Roberto teve a notícia de que Nice estava com câncer. Ela extirpou um tumor maligno na mama e Roberto acompanhou passo a passo o tratamento a que ela se submeteu no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Quando a doença tomou o seu pulmão e o estado de saúde agravou, o rei fez vigília no hospital. Nice faleceu ao seu lado, em 1990.

 

Em 1991, Roberto reencontrou uma antiga paixão, que havia conhecido nos bastidores de um show, em 1977. Sua filha Ana Paula o apresentou para uma colega de escola, Maria Rita Simões, então com 16 anos. Os pais da menina a proibiram de namorar o cantor, 20 anos mais velho. No reencontro, em 1991, a situação era outra, e começaria ali aquela a que o rei se refere como “a década mais feliz da minha vida”. Em 1996 eles se casaram. 

 

Em 1998, Maria Rita descobriu que estava com um câncer pélvico. O tratamento a que se submeteu foi eficaz durante um tempo, mas alguns meses depois o câncer voltou de forma agressiva. Roberto Carlos recorreu à sua fé e não saiu de perto da mulher, fazendo vigília, de novo, no mesmo Hospital Albert Einstein. Em 1999, Maria Rita morreu.

 

Pela primeira vez em 25 anos, Roberto Carlos suspendeu a gravação de seu tradicional especial de Natal na Rede Globo. Quando decidiu voltar para o palco, seu show “Amor sem Limite” era uma grande homenagem a Maria Rita. Fotos dela eram exibidas em um telão e Roberto se referia a ela o tempo todo no tempo presente, dando a entender que os dois tinham acabado de conversar, e que ela tinha dado palpites no seu figurino e no seu penteado.

 

Os anos se passaram e Roberto retomou a carreira. Mesmo sem assumir nenhum romance, é certo que o eterno romântico retomou também a sua vida amorosa. Desconfia-se de que a atriz Luciana Vendramini e a cantora Paula Fernandes tenham sido duas de suas namoradas.

 

Em 2010, na véspera de seu aniversário, falecia a mãe de Roberto, Lady Laura, vítima de uma infecção respiratória. Ela estava com 86 anos e sofria de diversos problemas de saúde. O cantor nunca escondeu a granmde admiração que tinha pela mãe. Sempre dedicou e compôs canções para ela, entre elas "Lady Laura", que escreveu ao lado de Erasmo Carlos.

 

Estava aparentemente tudo azul na vida de Roberto, para brincar com a cor preferida do cantor, até ele ser surpreendido pela morte repentina da filha Ana Paula, de parada cardíaca, em abril de 2011, dias antes de seu aniversário de 70 anos.

 

Nos últimos anos, o rei Roberto Carlos viu o sofrimento dar espaço ao carinho dos fãs, que nunca diminuiu em todos esses anos. Em uma fase mais alegre, até se abrindo musicalmente a outros estilos, o cantor volta a ser o artista que encantou o País inteiro – que agora torce para que esse alto astral perdure por muitos anos.

 

Fonte: IG


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